Investimentos: AUVP
01 July 2026, Carlos Pena
Minhas anotações do curso da AUVP.
Índice
Módulo 0 & 1 - Preparação
Quem é quem no mercado
- AAI - Agente Autônomo de Investimentos: hoje associado a uma única corretora.
- Remunerado por comissão (commission based) → tende a empurrar produtos como COE.
- Consultor: atende todas as corretoras e não pode receber rebate, então o conselho é mais isento.
Aula 10: Finanças da família
- Ambos devem contribuir com o mesmo percentual da renda (não o mesmo valor).
- Os dois precisam contribuir e se sentir merecedores do padrão de vida.
- Casa própria para morar é um passivo, não um ativo: ela tira dinheiro do bolso (IPTU, manutenção, condomínio) em vez de gerar renda.
Módulo 2 - Finanças Pessoais
Aula 1: Orçamento doméstico
Planilha de orçamento doméstico (AUVP): https://ferramentas.auvp.com.br/orcamento-domestico
Categorias de gasto:
- Custo fixo (tudo que não pode parar): condomínio, aluguel, parcelas, transporte (Uber, carro), escola.
- Prazeres (~10%): cinema, hotel, cerveja, churrasco.
- Conforto: carro de luxo, móveis novos, diarista.
- Metas: viagens, presentes melhores.
- Conhecimento: estudo direcionado à profissão.
Aula 2: Cartão de crédito
- Quem tem dívidas não deve usar cartão de crédito.
- Não adianta lançar a fatura como “custo fixo” - o gasto continua sendo variável.
- Só comprar parcelado aquilo que você já poderia pagar à vista.
Milhas e viagens:
- Página de comparação de cartões para viagem: https://www.melhorescartoes.com.br/
- Plataformas para vender/usar milhas: Livelo, MaxMilhas.
- Use milhas apenas para viagens longas (melhor custo-benefício).
Aula 3: Dívidas
Tipos: cartão, cheque especial, financiamento.
- Dívidas de longo prazo são menos perigosas (juros menores).
- Cartão de crédito e cheque especial têm os juros mais altos - a dívida “voa”.
- Caduca em 5 anos → prioridade quando a parcela passa de 30% da renda.
- Sempre tente renegociar os juros antes de qualquer coisa.
Aula 4: Financiamento
- Imóvel: só depois dos 30 anos (estabilidade de vida e renda).
- Aluguel gira em torno de 0,5% do valor do imóvel ao mês.
- Não faz sentido imóveis subirem mais que a indústria no longo prazo.
- Para quem tem família: em geral vale a pena ter casa própria.
Calculadora Alugar × Financiar:
- Em geral o financiamento é melhor do que pagar à vista.
- Só compensa antecipar parcelas se o CET estiver abaixo da Selic.
Ferramentas:
Aula 5: Consórcio
- Ideia boa na teoria, ruim na prática.
- Em geral é reajustado pela inflação nas parcelas, deixando o patrimônio defasado, com taxas escondidas.
- Não é investimento: taxa de administração crescente e indefinida.
- Praticamente proibido em outros países - foi criado no Brasil.
Corrigir um valor por um índice (ver a defasagem do consórcio pela inflação): https://www.idinheiro.com.br/calculadoras/calculadora-correcao-de-valor-por-indice/
Aula 6: Primeiro milhão
- Verificar a taxa de juros esperada para a época da aposentadoria.
Ferramentas:
Módulo 3 - Renda Fixa
Aula 1: Renda fixa
- Renda fixa não é necessariamente melhor nem pior que renda variável - são ferramentas diferentes.
- Ray Dalio - Santo Graal dos investimentos: diversificar em ativos não correlacionados reduz risco sem sacrificar retorno.
- Investimentos correlacionados: posto de gasolina × Petrobras (andam juntos).
- Investimentos inversamente correlacionados: Nubank × Itaú.
- Objetivo: montar uma carteira de investimentos não correlacionados.
- Todo título de renda fixa é, na essência, um empréstimo que você faz ao emissor.
Órgãos e proteção:
- CVM: regula a gestão das empresas de capital aberto.
- CBLC (Companhia Brasileira de Liquidação e Custódia): garante que o investimento fique atrelado ao seu CPF, e não à corretora.
Aula 3: Tesouro Direto
Aula 4: Tesouro Selic
- Bom para reserva de emergência (baixa volatilidade e liquidez rápida).
- Rende 100% da Selic, que é ajustada pelo Copom a cada ~45 dias.
- É um título pós-fixado: você não sabe o valor final na hora da compra.
- Juros negativos: só ocorrem em países muito seguros (ex.: Japão), onde investidores de patrimônio gigante aceitam pagar pela segurança.
Taxa DI (overnight):
- Todo dia o banco precisa fechar com mais depósitos do que saques.
- Para equilibrar, os bancos emprestam entre si → essa é a Taxa DI (a Selic “ao dia”).
Impostos e liquidez:
- Resgate antes de 30 dias → IOF sobre o rendimento (tabela regressiva de 30 dias).
- IR regressivo na fonte: começa em 22,5% e cai até 15% (acima de 2 anos).
- Em geral vale a pena escolher títulos de prazo maior para reduzir a mordida do IR ao reinvestir.
- Pode haver ágio ou deságio dependendo do cenário/governo.
- A compra é feita em frações/múltiplos do título.
- Liquidez D+1: o dinheiro cai na conta no dia útil seguinte ao resgate.
Aula 5: Tesouro Prefixado
- Prefixado: você já sabe o rendimento final no momento da compra (ex.: 14% a.a.).
- Mais sensível à marcação a mercado (o preço oscila mais até o vencimento).
- Indicado para quando não há intenção de resgatar antes do vencimento (resgate antecipado é imprevisível).
- Dados oficiais de inflação e taxas: https://www.bcb.gov.br/
Aula 6: Tesouro IPCA+
- Título híbrido: parte prefixada + parte pós-fixada (IPCA).
- Protege o poder de compra por acompanhar a inflação.
- Acompanhar a previsão de inflação pelo Boletim Focus (BCB).
- Cada unidade vale R$ 1.000 no vencimento.
Aula 7: Marcação a mercado
- É o equilíbrio (a “balança”) entre preço e taxa: quando a taxa sobe, o preço do título cai, e vice-versa.
- Melhor cenário: comprar com taxa alta e antecipar a venda quando a taxa cai (o preço sobe, gerando ganho de capital).
- IPCA+: Os titulos do tesouro começaram a ser emitidos em 7/01/2002 de lá para cá tivemos uma inflação de 284% e por esse ajuste, pode aparecer na plataforma titulos que superam mil reais
Ferramentas:
Exemplo de decisão de venda antecipada:
- Taxa contratada: IPCA + 5,89%; taxa atual de mercado: IPCA + 6,99%.
- Preço teórico: o valor projetado pela taxa contratada na compra.
- Preço real: o valor com o ajuste da marcação a mercado.
- Regra: vender quando o preço real > preço teórico (contratado).
- Raul (AUVP): nunca esperou um IPCA+ vencer - costuma vender antes.
- Em geral, esperar atingir 80% a 90% da rentabilidade final e então vender.
- Use a calculadora de juros compostos para estimar o valor final.
- Vender quando: rentabilidade contratada « rentabilidade acumulada anualizada.
- Só vale vender considerando o custo de oportunidade (ou ao atingir ~80% do valor): é preciso ter outro investimento que renderá mais.
Aula 8: Juros semestrais
- Úteis na fase de viver de renda. Fora dela, mesmo com taxas mais atrativas, saem piores por causa do IR (o imposto incide a cada pagamento, sem o diferimento).
Calendário de pagamentos:
- Janeiro - Prefixado
- Fevereiro - IPCA+
- Maio - IPCA+ (prazo longo)
- Julho - Prefixado
- Agosto - IPCA+
- Novembro - IPCA+ (prazo longo)
Aula Bônus: ETF AUPO11
- Composição: ~90% LFT (Tesouro Selic) + ~10% IPCA de longo prazo.
- IR de 15% em qualquer momento (sem tabela regressiva).
- Não tem data de vencimento.
Trigger dinâmico (rebalanceamento):
- Dispara quando a volatilidade dos últimos 20 dias supera a dos últimos 80 dias.
- Ajusta o balanceamento de 760 para 780 para não ser desenquadrado no IR.
- Verificar o market maker (última oferta): ele cria cotas para balancear.
- Por isso é melhor não comprar a preço de mercado (use ordem limitada).
Referências:
Aula Bônus: ETF AREA11
- Focado em viver de renda (aposentados): paga mensalmente.
- Lastreado em NTN-B (Tesouro IPCA+).
- Menos impostos que montar a carteira sozinho.
- O índice compra na alta e vende títulos na baixa (aproveitando a marcação a mercado).
- Olhar o livro de ofertas, pois há market maker.
Referências:
ETF AUVP11
- Replica o índice IAFD (Índice AUVP Fundamentalista).
- Diferente do mercado tradicional, aplica filtros rígidos automaticamente:
- Setores excluídos: varejo, aviação e proteína animal.
- Lucratividade: lucro nos últimos 5 anos.
- Eficiência: ROE acima de 10% e margem líquida acima de 8%.
- Segurança: baixo endividamento.
Aula 9: Tesouro Educa+ e Renda+
- Títulos com pagamentos mensais, criados para facilitar o acesso da população em geral.
Referências:
Aula 10: CDBs, LCs e RDBs
Como o banco se financia:
- Regra do Banco Central: os bancos devem ter mais depósitos do que saques.
- DI/Overnight: quando o banco fica com mais saques, pega empréstimo de outros bancos - a taxa disso é o DI.
- CDI: nome da taxa DI atualizada diariamente ≈ Selic − 0,10.
Indicadores de saúde do banco:
- Índice de Basileia: quanto o banco tem de capital próprio (mínimo regulatório ~11%; prefira acima de 12%).
- Índice de imobilização: quanto do capital ele tem disponível em D0.
Os títulos (do mais para o menos seguro):
- CDB: emitido pelos bancos. O banco pega emprestado a, ex., 12% a.a. e empresta a terceiros a, ex., 70% a.a.
- RDB: emitido por bancos, financeiras e cooperativas (menos seguro).
- LC: emitido por financeiras e empresas de crédito menores (muito menos seguro).
- Necessariamente precisam pagar mais que o Tesouro Direto para compensar o risco.
FGC (Fundo Garantidor de Créditos):
- Entidade privada que ressarce o correntista para manter a confiança no sistema bancário.
- Os três títulos são cobertos. A garantia é por investimento, não por conta: R$ 250 mil por CPF por instituição (aporte + rendimentos), com teto de R$ 1 milhão a cada 4 anos.
- Conta conjunta: cobre apenas R$ 250 mil no total → melhor não usar conta conjunta para esse fim.
Operacional e regra de escolha:
- Melhor horário para operar renda fixa: das 9h às 14h.
- Antes de comprar, olhar o emissor: histórico do Índice de Basileia (>11%), índice de imobilização (<50%) e histórico de lucros (não precisa ser crescente).
- Para bancos piores, respeitar o limite do FGC caso a oferta seja boa.
- Consultar indicadores de bancos: Banco Data (https://bancodata.com.br/).
Aula 11: LCI e LCA
- LCI: Letra de Crédito Imobiliário.
- LCA: Letra de Crédito do Agronegócio.
- Isentas de IR (para pessoa física) - incentivo aos setores imobiliário e do agronegócio.
- Boas para curto prazo (viagens, casamentos etc.).
- Também é melhor investir às 9h.
- Garantias iguais às do FGC.
- Prazo mínimo de resgate (mudou recentemente):
- LCA: de 90 dias → 9 meses.
- LCI: de 90 dias → 12 meses.
- Podem pagar juros mensais ou apenas no vencimento.
Aula 12: CRI e CRA
- Financiam diretamente o setor imobiliário (CRI) ou o agronegócio (CRA).
- Sem FGC → mais risco.
- Em geral envolvem empresas melhores que as de debêntures.
- Ideais para renda mensal e semestral.
- Em geral para quem tem mais de R$ 1 milhão.
- É preciso avaliar a empresa pelas agências de rating: S&P (AAA a C), Moody’s ou Fitch - mais a avaliação do BTG.
Referências:
Aula 13: Debêntures
- Captação de dinheiro por empresas recorrendo diretamente ao mercado.
- Sem FGC: mais risco, mais retorno.
- Podem ser de capital aberto ou fechado, inclusive estatais.
- Incentivadas (construção, logística, energia, saneamento, infraestrutura) ou não incentivadas.
- Devem ser avaliadas com o mesmo cuidado da renda variável.
- Preferencialmente investir apenas em capital aberto ou estatais.
- Ordem de pagamento: primeiro a empresa paga as debêntures, depois os acionistas.
- É possível marcação a mercado, mas não é recomendado pela baixa liquidez.
- Vários tipos de juros (18 meses, 36 meses, anual, semestral, mensal) → bom para viver de renda.
- Exemplo de comparação: TD IPCA+6% (com IR) × debênture incentivada IPCA+6,51% (sem IR).
- Buscar o código na ANBIMA para os dados originais.
- Em geral melhor para investidores com mais de R$ 1 milhão.
Referências:
Aula 14: Previdência Privada
PGBL - deduz do IR até 12% da renda bruta anual:
- Bom para aposentadoria com benefício fiscal.
- Indicado para quem: faz declaração completa do IR; está em faixas mais altas de tributação; tem despesas dedutíveis significativas.
- No resgate, o IR incide sobre contribuições + rendimentos.
VGBL - o IR incide apenas sobre o rendimento:
- Vantagem para planejamento sucessório → deixa herança sem passar por inventário.
- Indicado para quem: faz declaração simplificada; já atingiu o limite de 12%; quer complementar a aposentadoria; em geral acima de 70 anos ou com risco de saúde elevado.
Tabela progressiva (0% → 27,5%):
- Resgates menores podem ter alíquotas reduzidas ou isenção.
- Para quem planeja uma faixa de renda mais baixa na aposentadoria (resgates menores ou graduais).
- PGBL: escolher quando contribuição + rendimento ficarem na faixa baixa.
- VGBL: quando os rendimentos resgatados forem baixos; curto ou médio prazo.
Tabela regressiva (35% → 10%):
Referências:
Aula 15: Fundos de investimento
- Não recomendados: multimercados, ações, renda fixa.
- Recomendados: Fiagro, FI-Infra, fundos imobiliários.
- Passivos (índice, ETFs): em geral bons.
- Ativos (o gestor controla e toma as decisões): RF, ações, multimercado, cambiais, previdência privada.
Custos a observar:
- Benchmark (CDI, Selic, IPCA, Ibovespa) → base da taxa de performance.
- Taxa de administração (idealmente < 1% a.a.).
- Exemplo ruim: 2% a.a. + 20% de performance.
Por que costumam decepcionar:
- 66% dos fundos de ações perdem do Ibovespa.
- 60% dos fundos de RF perdem do CDI.
- Exemplo do efeito das taxas: R$ 1 mil investidos em 1965 dariam ~R$ 8 milhões em 2016; com 2% de adm + 20% de performance, sobrariam ~R$ 720 mil.
- Quem bate o índice: BR ~8% ganham do Ibovespa; EUA ~12% ganham do S&P.
- Come-cotas a cada 6 meses: 20% (curto prazo) e 15% (longo prazo).
- Em geral têm comportamento ruim: compram na alta e vendem na baixa.
- Podem investir em outros fundos, acumulando novas taxas de administração.
Aula 16: Contrafluxo
- Spread: a remuneração ofertada embute uma margem para a corretora (não é o caso da AUVP nem da Warren digital).
- O que volta para o assessor é o rebate.
- As corretoras usam a sazonalidade para vender produtos com rebates altos, indo no sentido oposto ao que interessa ao investidor.
- Ex.: quando a Selic está baixa, os investimentos atrelados ao CDI ficam atrativos (ex.: 140% do CDI); quando a Selic está alta, o prefixado fica bom.
- Os bancos costumam divulgar justamente o oposto - daí a estratégia de contrafluxo (comprar o que está fora de moda).
Ferramentas:
Aula 17: Montar carteira de RF
- Obs.: não cadastrar a reserva de emergência na carteira.
- Obs.: no momento do vídeo a Selic estava em 10,5%.
Notas para o Diagrama do Cerrado (0 a 10):
| Tipo |
Nota |
| Tesouro IPCA+ |
10 |
| CDB IPCA+ |
8 |
| CDB Prefixado |
6 |
Depois do cadastro:
- Novo aporte → aportar às 10h.
Módulo 4 - Renda variável
- Apenas para o longo prazo (mínimo de 10 anos).
- Commodities: carne, minério de ferro, cebola etc.
- Produtos padronizados: importa o tipo/qualidade, não a marca ou quem fabricou.
Direitos do acionista minoritário:
- Recebe até 25% do lucro da empresa em forma de dividendos/JCP.
- Pode participar das assembleias (no caso de ações ordinárias).
- Tem acesso aos números da empresa.
Preço da ação:
- O preço da ação não é o valor real da empresa - é apenas a última cotação. Você não precisa reavaliar seu patrimônio a cada oscilação.
IPO (abertura de capital):
- A empresa vai à B3, ajusta o regulamento interno e cria o RI (Relações com Investidores) para expor tudo que é relevante ao investidor; as informações são auditadas por terceiros.
- Olhar o RI de grandes empresas para se familiarizar.
- Depois do IPO, a empresa não ganha nem perde com a variação das ações.
- Pode fazer um follow-on para vender mais ações primárias.
Conceitos:
- Valuation: valor “justo” da empresa (exemplo simples: 10 anos de lucros).
- Free float: ações livres em circulação para o investidor geral (o Novo Mercado exige ≥ 25%).
- Oferta primária (IPO): o dinheiro vai para a empresa.
- Oferta secundária (dia a dia): o dinheiro vai para o dono/vendedor.
- A empresa não pode distribuir lucros apenas ao controlador ou a uma única pessoa.
Tipos de ação e nomenclaturas:
- Responsabilidade limitada: o acionista não responde solidariamente por dívidas, processos judiciais ou outros problemas da empresa.
- Sociedade Anônima (S.A.): a responsabilidade do sócio acionista é limitada ao valor investido.
- Ordinárias (ON) - ticker final 3: direito a voto e participação em assembleia; no Novo Mercado só existem ordinárias.
- Preferenciais (PN) - ticker final 4: apenas direito ao lucro. Em estatais, investidores costumam preferir a PN, já que o governo será sempre o controlador.
- Dígitos 5 e 6: classes customizadas com direitos especiais em dividendos; é preciso olhar o RI caso a caso - em geral não vale a pena.
- Tag Along: direito de vender pelo mesmo preço dos majoritários em caso de alienação do controle. Sempre investir em empresas com tag along - de preferência ≥ 80%.
- UNITs - ticker final 11: pacotes de ações ON e PN, para dar liquidez às ON (ex.: TAEE11 = 2 ON + 1 PN); fazem sentido para grandes volumes.
Níveis de governança corporativa (do melhor para o pior para o minoritário):
| Nível |
Free float |
Tipos |
Conselho |
Tag Along |
Câmara de arbitragem |
| Novo Mercado |
25% |
Só ON |
Mín. 5 membros |
100% ON |
Sim |
| Nível 2 |
25% |
ON e PN |
Mín. 5 membros |
100% (ON e PN) |
Sim |
| Nível 1 |
25% |
ON e PN |
Mín. 3 membros |
80% ON |
Não |
| Tradicional |
Sem regra |
ON e PN |
Mín. 3 membros |
80% ON |
Não |
- Pregão: horário de negociação das 10h às 17h55.
Acionista relevante (acima de 5% da empresa):
- É considerado relevante (isoladamente ou em grupo) e tem mais direitos.
- Sua posição é publicada como fato relevante.
- Pode pedir assembleias e convocar votações.
Tamanho das empresas (por valor de mercado):
- Small caps: menos de R$ 10 bi.
- Mid caps: de R$ 10 bi a R$ 50 bi.
- Large caps / Blue chips: acima de R$ 50 bi.
Referências:
Escolas de investimento
Value Investing - Benjamin Graham (mentor de Warren Buffett):
- Foco em empresas subvalorizadas.
- Baseado no valor intrínseco: Preço da ação (P), P/VP, P/L.
- Muito positivo em momentos de crise generalizada.
- “Comprar ao som dos canhões e vender ao som dos violinos.”
- A metodologia exige estudo aprofundado da empresa, política, país etc.
Cigar Butts - Warren Buffett:
- Foco em empresas ruins com bons preços (abaixo do P/VP).
- Empresas quebrando cujo VP é alto - mesmo que quebrem, o VP ainda compensa.
- Warren abandonou a metodologia depois de se queimar com ela.
Buy and Hold - Luiz Barsi Filho (BR):
- Comprar boas ações sem obrigação de vender (durante a fase de acumulação).
- Focado em reinvestir dividendos.
- Empresas estabelecidas e lucrativas.
- O foco não é o preço: compra ao longo de décadas, sem se importar com a cotação.
- No Brasil, Barsi foca no pagamento de dividendos para investir e rebalancear.
Jeremy Siegel:
- Não existe assimetria no mercado: comprar uma boa empresa no menor valor é tão bom quanto no valor atual.
- Pressupõe que os mercados são 100% eficientes.
Visão da AUVP:
Análise
- Toda empresa listada na Bolsa precisa ser S.A.
A análise de uma empresa passa por três frentes: setor, empresa e indicadores.
1. Setor - viável ou não; perene ou não:
- Em 1949, o crescimento do setor aéreo era óbvio e já estava precificado por todos os investidores; o que não era óbvio é que, mesmo crescendo, o setor não daria lucro (compra aeronaves, abastecimento, taxas - não controla nada do setor etc.).
- Se o setor for ruim, não importa se a empresa é boa - ela vai sofrer (ex.: Kodak).
- Quanto mais comum, perene e independente, melhores são os investimentos.
- Classificação dos setores:
- Excelentes: financeiro, materiais básicos, saúde, utilidade pública.
- OK (mais complexos e com mais falências): comunicação, consumo cíclico, consumo não cíclico, petróleo, gás e biocombustíveis.
- Não significa que não se deva investir - só é preciso ter cuidado.
2. Empresa - Scuttlebutt / Growth Investing (Philip Fisher):
- Foco na qualidade da empresa, mais do que nos números.
- Em vez de estudar a Ambev, ele estudava primeiro como se faz uma cerveja.
- Começa pelos temas mais macro (quais os números razoáveis da indústria).
- Pesquisa termos técnicos (ex.: lúpulo, legislação etc.).
- Entrevistava pessoas relevantes da empresa por várias horas.
- Foco em inovação.
- Comprar empresas interessantes por preços razoáveis.
- Exige muito tempo e paciência.
- Hoje poderia ser feito via Reclame Aqui, JusBrasil, Glassdoor etc.
Ele transformou seus critérios em 15 perguntas:
- A empresa possui produtos/serviços com potencial de mercado suficiente para viabilizar um aumento considerável nas vendas por vários anos?
- Contraexemplos: Blockbuster, Kodak, Saraiva, Bradesco (hoje precisa se adaptar; continua achando que o Brasil é o mesmo de 2020).
- Vale investir em empresas de datilografia quando a IBM já existia?
- TIM: operadora de telefone → internet → somente internet → iluminação/dimerização de lâmpadas (smart cities).
- A administração está determinada a continuar desenvolvendo produtos/processos que aumentem ainda mais o potencial de vendas, mesmo depois de explorar exaustivamente as linhas mais atrativas do momento?
- Coca-Cola criou a Fanta para vender produtos customizados conforme o elemento abundante do país; adaptou-se à mudança dos consumidores.
- Renner: apenas roupa → financiamento → banco.
- Quais são os esforços efetivos da empresa em P&D em relação ao seu porte?
- Simplificando: quantos % da receita vêm de produtos novos.
- Investir em P&D sem gerar produto novo não faz sentido.
- RI sem P&D é mau sinal.
- Bom exemplo: WEG (motor elétrico, eólico etc.).
- Contraexemplo: farmácia (não evoluiu muito recentemente; sem planos com laboratório, hospitais, clientes de longo prazo etc.).
- CAPEX (Capital Expenditure - dinheiro investido em aumentar a capacidade produtiva) × OPEX (dinheiro para operação).
- A organização de vendas está acima da média?
- Ex.: contrato com Ambev/Heineken que impede vender concorrentes.
- A empresa tem margem de lucro / margem líquida considerável?
- Comparar com empresas do mesmo setor.
- Obs.: existe a estratégia de reduzir as margens até os concorrentes quebrarem, para depois subi-las.
- O que a empresa faz para manter ou melhorar as margens de lucro?
- Investimento em fábricas, tecnologia, produtos adicionais.
- Tem boas relações trabalhistas? → Glassdoor.
- Tem boa relação com os executivos? → rotatividade dos executivos.
- A administração tem profundidade? (complexo de responder para o investidor comum)
- Distância entre gerência e liderados.
- Existe alguém que subiu de baixo até a gerência?
- Possui boa análise de gastos e controle de custos?
- RI/Guidance: comparar o que foi dito com a realidade.
- Existem aspectos peculiares ao segmento que dão pistas de como a empresa pode se sobressair em relação aos concorrentes?
- Marca forte, fornecedor diferenciado.
- Tem estratégia de curto e longo prazo para lucros e resultados (guidance)?
- O crescimento futuro provavelmente exigirá a emissão de mais ações para se financiar? A diluição pode anular os benefícios de quem antecipou esse crescimento.
- OGX: fez IPO e já previa dois follow-ons.
- iFood, Rappi, Uber precisaram de muito dinheiro do mercado - mesmo vencendo, foi arriscado.
- Fala abertamente com seus acionistas ou se fecha em situações conturbadas e diante de decepções?
- Cuidado com o gestor muito “aparecido”, na mídia etc.
- Administração de integridade inquestionável (ética)?
- Gestor que já foi preso ou cometeu crimes: “o criminoso sempre volta à cena do crime”.
3. Indicadores
- Indicadores de preço (valor atribuído pelo mercado):
- Valor de mercado = preço da última negociação × número de cotas.
- DY (Dividend Yield) = proventos pagos em 1 ano / preço atual.
- Bazin e outros gostam do DY, pois é mais difícil a empresa “maquiar” o valor que envia aos acionistas.
- LPA (Lucro por Ação) = lucro líquido / número de ações.
- Usado para comparar qual ação está mais barata.
- P/L (Preço / Lucro): pagando X pela empresa, recupero esse valor em lucro em P/L anos.
- P/L alto → expectativa de crescimento alta (ou acionistas muito otimistas/emocionados). Na prática, é calculado como P/LA (por ação).
- P/VP = preço / valor patrimonial. Na prática, é calculado como P/VPA (por ação).
- VPA (Valor Patrimonial por Ação) = patrimônio / número de ações (não entra o lucro).
- Caso do Banco do Brasil (BB): VPA > cotação; P/VP = 0,87.
- Assimetria de mercado: teoricamente seria melhor construir um banco do zero do que investir no BB - mesmo sem considerar marca, clientes etc.
- Indicadores de endividamento:
- Para bancos: Basileia (mín. 10,5%).
- P/EBIT (EBIT = lucro antes de juros e impostos; lucro operacional):
- Uma empresa pode ter operação lucrativa (gera caixa, vende bem), mas entrar no vermelho depois de pagar os juros da dívida - ou ter valor positivo por ter feito empréstimos/investimentos com o caixa.
- P/EBITDA (EBITDA = EBIT + depreciação e amortização):
- Algumas empresas lançam a depreciação de 1 a 3 anos em um único mês; isso não as deixa piores. O EBITDA mostra se algo grave aconteceu na operação.
- Importante para os setores de tecnologia e indústria.
- Obs.: com lucro negativo a empresa não paga imposto - por isso é um valor interessante para decidir quando pagar a dívida.
- Indicadores de eficiência:
- Margem bruta = lucro bruto / receita.
- Margem EBIT = EBIT / receita líquida.
- A empresa pode se alavancar e, temporariamente, tomar um empréstimo (reduzindo a margem líquida).
- Margem líquida: a verdadeira (lucro líquido / receita líquida).
- Vários mercados operam com margem líquida pequena → risco.
- Margem curta pode ser um fator protetivo (no caso de empresas grandes).
- EV/EBITDA (Enterprise Value / EBITDA):
- EV = capitalização de mercado + dívida líquida da empresa.
- Mostra qual empresa está barata em relação ao seu lucro.
- Indicadores de rentabilidade:
- ROE: retorno sobre o patrimônio (lucro líquido / patrimônio líquido).
- ROIC (Return on Invested Capital) = NOPAT (lucro operacional líquido após impostos) / capital total da companhia: retorno sobre o capital investido, considerando dívidas (todo o capital à disposição da empresa).
- Em geral: use o ROE para empresas sem dívidas e o ROIC para empresas endividadas.
- ROA: lucro líquido / total de ativos (geralmente relacionado à eficiência de publicidade).
- Ao comparar empresas do mesmo setor com ativos parecidos, mostra qual é mais eficiente.
- Não é o melhor indicador para empresas sem relação direta com ativos (ex.: tecnologia, bancos etc.).
- Payout: quantos % do caixa a empresa distribui em dividendos.
- Indicadores de crescimento:
- CAGR Receita (Taxa de Crescimento Anual Composta em 5 anos).
- CAGR EBIT (Taxa de crescimento do lucro operacional).
Hedge: estratégia de proteção financeira para reduzir ou eliminar o risco de perdas nos investimentos.
- Espécie de seguro sobre diversos tipos de ativos: ações, moedas, commodities etc.
Investindo com segurança:
- Lucros consistentes.
- Baixo endividamento (dívida/lucro até 2).
- Tag Along 100%.
- Segmento perene.
Comparação / Avaliação de empresas
- A análise do setor vem antes da análise das empresas (sempre comparando com as do mesmo setor).
- Exemplo: bancos.
- Comparar por: CAGR do Lucro Líquido, DY, Margem Líquida, P/L, P/VP, Payout, ROE.
- Ferramenta: https://analitica.auvp.com.br/acoes/comparar?tickers=BBAS3,BBDC4,ITUB4,ABCB4,SANB4
Comparação em 03/07/2026:
- Bradesco (BBDC4): melhor P/L.
- Banco do Brasil (BBAS3): menor P/VP (0,62) e P/FCO (0,9).
- Santander (SANB4): maior Payout (51% vs. ~20% dos demais), mas o menor DY (ruim).
- ROE (eficiência): se todos tivessem o mesmo patrimônio, o ITUB4 ganharia (22,42%).
- Crescimento do lucro líquido: 10,07%.
Tomada de decisão:
- A) Pagar mais caro por uma empresa mais sólida? (dormir tranquilo)
- B) Entender que a empresa passa por dificuldades passageiras (requer leitura de RI/Guidance) - estilo cigar butt.
- Relatório de gerenciamento de riscos, press releases e planos de melhoria.
- Em geral, os quatro bancos são ótimos - depende do estilo do investidor:
- Jeremy Siegel: a melhor empresa, independentemente do preço.
- Graham: preço justo pela fórmula √(22,5 × LPA × VPA); P/L até 15.
- Bazin: preço justo pela média dos dividendos pagos nos últimos 5 anos.
- O BB tende a ser considerado mais arriscado por ser estatal.
- Para se arriscar / comprar pelo preço: vai precisar estudar.
- Não existe investidor feliz: se subir ou descer, sempre vai achar que deveria ter feito diferente.
Trade-offs a ponderar:
- Crescimento acelerado × garantia do resultado.
- Valor de mercado baixo × liquidez e segurança.
- Guidance é uma promessa da gestão.
Perfil conservador (conserva o capital):
- Lucro consistente em 10 anos.
- Indicadores sólidos.
- Empresa consolidada.
- Não oferece o melhor retorno, mas conserva o capital.
Empresas de TI (tecnologia):
- A maior parte nunca distribuiu lucro aos acionistas.
- São avaliadas pela capacidade de gerar escala → poder.
- Ex.: a Amazon controla a logística do mundo - define o que você pode ou não ter.
- Mais escala → maior a chance de a empresa ter controle sobre algo.
Critérios:
- Ordem de grandeza: fora exceções nichadas, empresas dos EUA.
- Faturamento e crescimento de receita.
- Número de usuários (crescimento).
- CAC (custo de aquisição de cliente).
- Churn (métrica de cancelamento).
- Market share.
- Momento da empresa: cash burn × lucro.
Diagrama do Cerrado
- Deixa os investimentos mais racionais e menos emocionais.
- Incluir apenas ações aprovadas pelas suas análises/comparações.
- Focado em empresas sólidas.
- Ao configurar os critérios, o objetivo é mensurar riscos, não o potencial de crescimento.
- Focar em ter 5 a 10 ações nacionais.
Preço médio
Bonificação:
- Toda bonificação é benéfica ao investidor.
- É uma das formas de a empresa escapar de impostos, distribuindo ações da tesouraria.
Subscrição (pagar por novas ações oferecidas pela empresa):
- Ex.: PETR a R$ 32,30 (free float 25%).
- O follow-on eleva o free float para 35%; usa ticker final 1 ou 2.
- Mesmo que você não queira as ações, em geral vale a pena exercer - mas verifique o valor (valor fixo + custo de subscrever).
- Cálculo do preço médio:
- Posição atual: 100 ações totalizando R$ 1.000.
- Ações subscritas: 20 a R$ 8 → novo investimento de R$ 160.
- Preço médio = (1.000 + 160) / (100 + 20) = R$ 9,67.
Proventos
Dividendos:
- Distribuição mínima prevista em lei ou no estatuto interno da empresa.
- Podem ser intermediários (mensal, trimestral etc.) ou complementares (ao final do ano fiscal).
- A empresa precisa ter lucro / dinheiro em caixa para distribuir.
Datas importantes:
- Data de declaração: quando a empresa anuncia que vai pagar o provento.
- Data com / data de corte: último dia em que é possível comprar a ação com direito ao provento.
- Data Ex (ex-dividendos): primeiro dia em que a ação é negociada sem direito ao provento.
- Quem detém a ação até a data de corte (o dia anterior à Data Ex) recebe.
- O valor do dividendo é descontado do preço da ação.
- Ex.: WEGE3 a R$ 43,23 distribui R$ 1,00 por ação. Comprando 1.000 ações, você recebe R$ 1.000 em dividendos - mas esse valor é descontado do preço da ação.
- Obs.: o desconto é um ajuste técnico e automático (a B3 ajusta o gráfico para não parecer uma queda real).
- Não adianta comprar as ações pouco antes do pagamento só para receber o dividendo e vender.
Exemplo (ação a R$ 30,00; dividendo de R$ 2,00; Data Ex em 05/06):
- Comprou até 04/06 (antes da Data Ex): tem direito ao dividendo.
- Patrimônio = ação ajustada a R$ 28,00 + R$ 2,00 de dividendo = R$ 30,00.
- Comprou em 05/06 ou depois: compra a ação já ajustada a R$ 28,00 e não tem direito ao dividendo.
- Conclusão: o ajuste é técnico e automático - o investidor não ganha nem perde valor; o dividendo é apenas uma reorganização de um valor que já pertencia ao acionista.
Juros sobre Capital Próprio (JCP):
- Dedutível do lucro tributável da empresa (calculado sobre o patrimônio líquido) - inteligência fiscal, com limitações previstas em lei.
- Para o acionista, o IR é retido direto na fonte.
Bonificação em ações:
- Emissão gratuita de novas ações, proporcional à posição do acionista.
- Isenta de IR no recebimento, mas pode ser cobrada na venda.
Bonificação em dinheiro:
- Pouco comum.
- A empresa não teve lucro, mas tinha reservas acumuladas (venda de ativos, tesouraria, reservas de capital etc.).
Restituição de capital:
- Devolução parcial do capital social aos acionistas.
- Ocorre quando a empresa reduz um capital que provavelmente não vai utilizar (comum em empresas com IPO recente).
- Ex.: Méliuz, GetNinjas etc.
Subscrição de ação:
- Direito de compra de novas ações (ex.: PETR4D) - subscrição ou follow-on.
- Você pode exercer ou vender o direito.
Dividendos eventuais ou extraordinários:
- Pagos além do obrigatório, geralmente de caixa excedente.
- Vêm de lucros acumulados em exercícios anteriores.
- Aprovados via voto em assembleia.
- Risco: pode ser um sinal de alerta caso a empresa não esteja bem.
Desdobramento (split) e agrupamento (inplit):
- Conversão de N → M ações (e vice-versa); não altera o valor total da posição.
- As ações na B3 precisam estar cotadas acima de R$ 1,00.
- No agrupamento, se o acionista não tiver o volume mínimo de ações, a sobra é vendida automaticamente.
- Agrupamento costuma ser mau sinal: há um viés cognitivo de que a maioria não vende ações abaixo de R$ 1,00.
- Desdobramento é saudável: pode dar mais liquidez e facilitar a compra por investidores menores.
Fundos Imobiliários (FIIs)
- Nomenclatura: condomínio de investidores (cotistas); proventos (no lugar de dividendos).
- Inteligência tributária: os proventos costumam ser isentos de IR para pessoa física.
- Os gestores do fundo precisam seguir as regras definidas na criação do fundo.
- Se foi criado para construir um shopping em A, não pode construir em B.
- Tendem a ser mais estáveis por possuírem diversos imóveis em diversos lugares.
FiAgro: investe em fazendas ou financia o agronegócio.
FiInfra: financia ou executa obras de infraestrutura (rodovias, aeroportos, helipontos etc.).
Fundos de desenvolvimento imobiliário:
- Maior risco, maior retorno (potencial).
- Focados em construir algo (shopping, edifícios etc.).
- Riscos: perda de alvará, construção, licença ambiental, material etc.
- Não indicados para quem quer viver de renda.
- RMG (Renda Mínima Garantida): paga com o dinheiro do caixa captado.
- Costumam vendê-los quando ficam prontos.
- Ex.: MFII11, RBDS11, RBBV11.
Fundos de renda de shoppings:
- Alugados para lojistas; a distribuição de renda tende a ser mais fixa.
- Tendem a ser mais seguros (se tiverem mais de um shopping).
- Ex.: VISC11, FLRP11, XPML11.
Fundos de lajes corporativas e galpões (tijolo):
- Empresas que precisam de centros logísticos e escritórios.
- Acompanham o e-commerce.
- Avaliar por quem aluga os galpões.
- Notas de risco (AAA a C); localização; área útil; garagem etc.
- Ex.: HGLG11, BTLG11.
Fundos de hotéis:
- Sensíveis aos ciclos econômicos.
- Eventos internacionais; ciclos rápidos.
Escolas, universidades e hospitais:
- Especializados, um único inquilino → risco maior.
- Em geral é ruim investir em hospitais, pois o imóvel não pode ser tomado em caso de inadimplência.
Fundos de fundos:
- Maior diversidade, mas dupla taxa de administração.
- Em geral pode ser substituído por um ETF.
Compra e venda de imóveis:
- Pouco comum, desempenho agressivo.
Fundos de recebíveis imobiliários:
- Fundos de papel; renda fixa, porém cotados em bolsa.
- Benefícios tributários.
- Muito mais risco.
- Ex.: KNCR11.
Fundos mistos:
- Maior rentabilidade, maior diversificação.
- Ex.: MFII11.
Referências:
Indicadores:
- P/VP: para FIIs é extremamente relevante (ao contrário das empresas, principalmente as de TI). Obs.: na prática, o cálculo é feito como P/VPA (por ação).
- Na compra/venda/aluguel dos imóveis, eles seguem o valor patrimonial, para mais ou para menos.
- Taxa de administração: em geral perto de 1%.
- Lista de imóveis / estados.
- Taxa de vacância física e financeira.
- Não investir em FII com alavancagem superior a 10%.
- Patrimônio consistentemente crescente.
- Histórico de dividendos deve ser contínuo, sem grandes oscilações.
- FFO (Funds From Operation): o caixa gerado pela operação principal do fundo (o resto vem de sobras de caixa).
Exemplo de critérios básicos para o filtro inicial:
- Vacância física e financeira < 10%; P/VP < 1; DY > 6%; taxa < 1%.
Exemplo: KNRI11 - R$ 4,6 bi; P/VP 0,94; DY 6% (estável); 18 ativos (3 estados); vacância 0,1%.
Contraexemplo: CNES11 - R$ 200 mi; P/VP 0,22; DY 5,6% (decrescente); 1 ativo; vacância física 54%; vacância financeira 120%; taxa 0,5%.
- Historicamente foi bom nos anos 1990 e 2000, mas outras regiões de SP se valorizaram enquanto a área do único ativo ficou para trás.
- 62% dos contratos vencem em 2026 → risco de não serem renovados.
- https://analitica.auvp.com.br/fiis/CNES11
Outro contraexemplo: EDGA11 - monoativo, vacância alta; taxa de administração de 0,2%, mas cobra uma taxa de consultoria de 2,5% ao mês sobre os aluguéis.
Tipos de contrato:
- Típicos: seguem a lei de locação comum.
- Atípicos: personalizados, de longo prazo e com regras negociadas; geralmente trazem mais estabilidade e segurança.
Tipo de gestão:
- Gestão ativa: busca novos inquilinos, negocia contratos, propõe melhorias e pode vender o ativo.
- Gestão passiva: limita-se a administrar a situação atual do imóvel, sem esforço para reverter a vacância.
Exemplos de FIIs por setor (para estudo):
| Ativo |
Setor |
| KNRI11 |
Híbrido |
| MALL11 |
Shopping |
| HGLG11 |
Logístico |
| TRXF11 |
Híbrido |
| XPLG11 |
Logístico |
| XPML11 |
Shopping |
| VISC11 |
Shopping |
| BTLG11 |
Logístico |
Fundos de papel:
- Investem em conglomerados de CRIs para aproveitar benefícios fiscais e pulverizar a alocação.
- High Yield: mais risco (DY > 1,2%; ex.: DEVA11); em geral não recomendado.
- High Grade: baixo risco, maior solidez (AAA; DY 0,7% a 0,9%; menos inadimplência; ex.: KNCR11).
Ciclos econômicos (fundos de papel):
- Selic abaixo de 10%: os fundos de papel tendem a se beneficiar, pois as empresas pagam os CRIs e CRAs com mais facilidade.
- O mercado se aquece devido ao baixo custo do crédito.
- Títulos já contratados (geralmente atrelados a IPCA + x%) seguem gerando bons retornos, enquanto as novas alternativas do mercado ficam menos atrativas.
- Em geral: as cotas se valorizam e as empresas pagam os dividendos.
- Selic acima de 10% (juros altos): geralmente o momento ideal para comprar cotas.
- Loteadoras enfrentam dificuldades para financiar obras e vender imóveis; aumenta a inadimplência dos CRIs e CRAs; o mercado esfria e há empresas quebrando.
- A Selic fica mais atrativa para o investidor.
Fiagro:
- Fundos para captar recursos para o agro com isenção fiscal.
- Majoritariamente papel: CRAs, CPRs, terras agrícolas.
- Ex.: BTRA11 (valorização e aluguel de terras).
- Teoricamente bom, mas fatores macroeconômicos e jurídicos acabaram quebrando a ideia original dos fundos.
- Em geral, os Fiagros estão com risco alto - até quando comparados a ações.
FiInfra:
Small Caps (US: < US$ 10 bi; BR: < R$ 10 bi)
- Mais risco, mais volatilidade e mais assimetria (o mercado demora mais para entender a empresa/setor) → maior rentabilidade potencial.
- Faz sentido apenas se for pulverizado.
- Critérios:
- Crescimento de receita (e não de lucro; em geral não é lucrativa/estável, pega o lucro e reinveste).
- Margens do negócio (receita, EBITDA).
- Dívidas.
- ROIC.
Exemplo: SmartFit (R$ 13 bi):
- Dívida Líquida/PL (patrimônio líquido) e Dívida Líquida/EBITDA baixos.
- CAGR Receita (5 anos) razoável/baixo.
- Payout alto (estranho).
- “Eu acredito que a SmartFit tem potencial competitivo para ganhar o mercado?” → Não.
- Composição do equity: 58% está com o mercado; o dono tem apenas 7%.
Método Burro
- O ser humano é voltado para o emocional.
- 99% dos day traders perdem dinheiro e a maioria dos fundos perde do índice de referência; “os melhores investidores estão mortos”.
- O método consiste em definir valores fixos para cada setor e ir rebalanceando de acordo.
Armadilhas do mercado financeiro
COE (Certificado de Operações Estruturadas):
- Ex.: se Google + ouro + taxa de juros subir, o cliente ganha; caso contrário, o capital fica “protegido” → amarra o dinheiro por X anos, sem considerar a inflação.
- Ex.: se der certo, ganha ações; se der errado, ganha CRI/CRA.
- Não considera a inflação, o custo de oportunidade etc.
- Sempre um investimento ruim.
Capitalização:
- Junta R$ X para concorrer a prêmios por um tempo → corrigido pelo IPCA, mas desconsiderando o prêmio do IPCA+.
- Sempre melhor investir diretamente.
Consórcio:
- Paga taxa de administração de ~20% + reajuste pelo INPC.
- No longo prazo, tudo acaba virando juros.
Opções / Dividendos sintéticos:
- Ações com opção de compra/venda; como é cobrada uma taxa, no longo prazo a casa ganha.
Módulo 5 - Reserva de valor
- Reserva de emergência e dinheiro físico não são reserva de valor.
- Reserva de valor é apenas o que sobrevive à inflação por diversos anos.
Características de uma reserva de valor:
- Aceita internacionalmente;
- Facilmente transportável;
- Valiosa;
- Escassa;
- Facilmente transferível;
- Divisível e mensurável;
- Testada pelo tempo (longa história de valor).
- Exemplos: ouro, prata, diamantes/gemas etc.
- Em geral são ruins de dividir.
- Bitcoin é considerado por alguns como potencial reserva, mas ainda não foi testado pelo tempo.
Ouro físico
- É caro e a cotação sofre ágio/deságio na compra e na venda.
- No mercado irregular é mais caro ainda.
- Não é confiscável (se não souberem que existe) → mantido escondido.
- Imune a bloqueios judiciais e não deixa vestígios.
- Isenção de IR até R$ 20 mil (hoje usa-se mais o bitcoin).
Riscos: segurança e necessidade de aferir a pureza.
- Não comentar, não mostrar, evitar locais óbvios.
- Em geral há negociadores locais (as placas “compro ouro”).
- Joias são problemáticas pelo preço embutido do trabalho do artesão.
Links:
ETFs de ouro
- No BR temos GOLD11 e GLDX11, embora a compra não seja recomendada.
- Ambos funcionam como “envelopes” que compram os ETFs IAU e OUNZ, respectivamente, garantindo ao investidor uma exposição dupla: à variação do preço do metal e à cotação do dólar.
- Fundos (não listados em bolsa), ex.: Bradesco Ouro (em geral mais caro).
Links:
Bitcoin
- Fear & Greed Index (volatilidade + volume de mercado + redes sociais + dominância das demais criptos):
Carteiras (wallets):
- Hot wallet: Exodus (sempre ativar a secret key).
- Cold wallet: Trezor / Ledger.
- Grande vantagem: não exige manter o dispositivo conectado à internet o tempo todo.
- Procedimento seguro:
- Baixar o aplicativo oficial (ex.: da Trezor).
- Desligar a internet.
- Copiar o endereço público em um papel/bloco.
- Jamais digitar ou salvar as palavras-chave (seed) no PC ou em bloco de notas digital; guardar apenas o endereço de recebimento.
Módulo 6 - Exterior
- Não se deve investir 100% em um único país (caso da Argentina).
- O Brasil tem um rank de segurança baixo.
- Diversificar no exterior gera correlação neutra - o ideal do investimento (Ray Dalio: o ideal são 15 investimentos não correlacionados).
- O CPI Consumer Price Index (Índice de Preços ao Consumidor) e é o indicador oficial que mede a inflação nos Estados Unidos, funcionando como o equivalente ao IPCA brasileiro. Ele é uma das métricas mais vigiadas pelo FED para ajustar a taxa de juros.
- Federal Funds Rate: É a taxa básica de juros dos EUA, que equivale à nossa Taxa Selic.
BDR (Brazilian Depositary Receipts):
- Recibos de empresas estrangeiras, negociados no BR em reais.
- Distribuem dividendos; atualmente são mais obsoletos (maior taxa etc.).
- Patrocinados (a empresa quer se abrir ao BR): ticker final 32, 33 ou 11.
- Não patrocinados (feitos por terceiros): ticker final 34 ou 35.
ETFs internacionais: IVVB11, GPUS11, XINA11.
- O IVVB11 investe no IVV (com uma pequena taxa adicional).
- É melhor investir diretamente no IVV.
- Em geral, a RF americana não compensa, pois o Brasil tem o maior juro real do mundo.
Custódia e órgãos reguladores:
- 90% dos americanos investem por corretoras; no BR, apenas 4%.
- CBLC (Companhia Brasileira de Liquidação e Custódia): entidade responsável por garantir a segurança e a eficiência das operações no mercado financeiro brasileiro.
- Nos EUA não é assim: uma empresa privada faz esse gerenciamento e cobra taxas caso você queira migrar a conta (em geral seguro, mas caro).
- Procurar uma corretora com suporte em PT-BR - não só pela língua, mas pelos documentos necessários para o IR.
- FINRA (Financial Industry Regulatory Authority): instituição privada das corretoras para combater crimes no mercado financeiro.
- SEC: órgão do governo que regula o mercado de capitais americano.
- FDIC: equivalente ao FGC (US$ 250 mil em bancos).
- SIPC: entidade privada das corretoras, para indenizar em caso de falência.
Tributação:
- No BR sempre é cobrado IOF.
- Os EUA cobram imposto sobre herança de até 40%; em caso de morte, os herdeiros precisam abrir um processo (ou manter conta conjunta com outra pessoa).
- Não americano: isento até US$ 60 mil, depois progressivo.
- Em geral, investir no exterior só depois de ~R$ 100 mil investidos no BR.
Mercado dos EUA:
- Só a Nvidia vale 4,7× toda a B3.
- Mais de 5 mil empresas, muitos IPOs e ~4 mil ETFs.
- ADRs: recibos (depósitos) bancários americanos para investir em empresas do mundo todo (China, Japão etc.).
- Em geral, preferir ETFs a stock picking.
- O ticker não segue um padrão (V = Visa, KO = Coca-Cola).
- Tipos de ação:
- Common Stocks: ordinárias.
- Preferred Stocks: similares a debêntures (valores fixos, renda fixa).
- Classe A × Classe B: a B é mais barata na mesma empresa (a Berkshire Hathaway criou a B para não fazer split).
- Taxa de 30% sobre os dividendos.
- AMC: investe em empresas americanas reinvestindo os dividendos com menos impostos.
Referências:
Tese do investidor de bom senso
- Investidores leigos se dão melhor investindo em ETFs.
- Até grandes gestores acabam perdendo para os ETFs.
ETFs:
- Efeito corrosivo das taxas: uma taxa de 2% a.a. pode reduzir a rentabilidade em ~17% em 10 anos, ~43% em 30 anos e ~61% em 50 anos.
- Importante manter abaixo de 1% a.a.
- Fundos ativos não são negociados em bolsa (e não são recomendados).
Qual ETF você está buscando?
- Critérios objetivos ou ideológicos (ex.: empresas lideradas por mulheres, católicos etc.).
- Equal weighted (peso igual para todas as empresas) × market cap weighted (peso pelo tamanho da empresa).
- Gestão ativa × passiva.
- Função geral ou setorial.
- Usar para obter correlação neutra dos investimentos.
- Sempre analisar o tamanho do ETF para evitar o spread do market maker.
- ETFs internacionais com AUM > US$ 100 milhões.
- Tracking error/difference: o quanto o ETF se distancia do índice - ruim tanto para mais quanto para menos (ideal abaixo de 1%).
- Pelo menos US$ 1 milhão negociado por dia.
Exemplos de índices:
- IVV, SPY, VOO: maiores empresas dos EUA (variam na taxa de administração).
- ASHR, MCHI, FXI, AAXJ (Ásia ex-Japão): maiores empresas da China.
- Buscador de ETFs: https://www.etf.com/
Exemplos
SPHQ (Invesco S&P 500 Quality ETF):
- Replica o S&P 500 Quality Index.
- Analisa empresas com ROI elevado, baixa alavancagem e lucros consistentes.
- Assemelha-se à análise de ações da AUVP.
- A ponderação é feita conforme a pontuação de qualidade - reduz o risco de balanços fracos em ciclos voláteis.
- Viés defensivo.
VOO (Vanguard S&P 500):
- Muito concentrado em tecnologia (peso das big techs no topo do S&P 500).
VEA (mercados desenvolvidos ex-EUA):
- Índice FTSE.
- Exposição a Europa, Japão, Canadá e região do Pacífico.
- Ponderado por capitalização.
VNQ (real estate EUA):
- Índice MSCI US Investable Market Real Estate 25/50.
- REITs (imobiliário), foco em geração de renda.
- Exposição descorrelacionada de tecnologia.
IXC (iShares Global Energy ETF):
- Replica o iShares Global Energy ETF, focando em empresas de energia, petróleo e gás.
- Peso definido por capitalização de mercado.
- Hedge: proteção contra a inflação e diversificação fora do setor tecnológico.
VWO (Vanguard FTSE Emerging Markets):
- China, Taiwan, Índia e outros (inclui o BR).
IAU / SLV (ouro / prata):
- ETF de ouro (IAU) / prata (SLV).
- Recomendado apenas para quem tem > US$ 250 mil.
Exemplo de carteira internacional
Alocação sugerida por perfil de risco (cada coluna soma 100%):
- Obs.: para os perfis moderado/arrojado, recomenda-se complementar com stock picking.
| Ticker |
Setor / Classe de ativo |
Conservador |
Moderado |
Arrojado |
| SPHQ |
S&P 500 (fator qualidade) |
50% |
40% |
40% |
| VEA |
Mercados desenvolvidos (ex-EUA) |
30% |
30% |
20% |
| IAU |
Commodities (ouro físico) |
10% |
10% |
10% |
| XLP |
Consumo básico (defensivo) |
- |
10% |
10% |
| IXC |
Energia global (óleo e gás) |
- |
- |
10% |
| VWO |
Ações de mercados emergentes |
5% |
5% |
5% |
| VNQ |
Real estate (REITs EUA) |
5% |
5% |
5% |
REITs
Empresas com foco no setor imobiliário (o “FII americano”):
- 75% dos ativos devem ser de origem imobiliária.
- 95% da receita deve vir de fontes imobiliárias.
- Precisam distribuir 90% do lucro.
- Tipos: Equity (equivalente aos fundos de tijolo) ou Mortgage (dívida imobiliária / CRIs).
- Distribuem proventos, em geral, trimestralmente.
- Podem se alavancar de forma agressiva.
- Podem performar acima de algumas empresas americanas.
- O DY é numericamente menor que o dos FIIs brasileiros → o perfil conservador deve preferir FIIs BR, pois os REITs têm risco maior pela alavancagem.
- O P/VP americano costuma ficar próximo de 2,5.
- Os REITs podem dar imóveis como garantia das dívidas; os FIIs não.
Exemplo: PLD (logística):
- Maior fundo de logística e infraestrutura do mundo.
- Baixo custo de administração.
- Boa recorrência e retenção.
- ROIC de 8 a 10%; endividamento controlado (4 a 5×, normal para o mercado americano devido à baixa taxa de juros).
Opinião do Raul: não vale a pena fazer stock picking de REITs - mais interessante usar ETFs como VNQ (ou VNQI, sem os Estados Unidos).
Referências:
Stock USA
- Em geral, os indicadores são maiores (mais caro) porque os EUA são estáveis → baixo prêmio de risco (P/L e P/VP mais altos).
- As empresas também são mais endividadas - o que não é problema, já que os juros americanos são baixos.
Setor de consumo
- Essencial → demanda recorrente (ex.: alimentos básicos, pasta de dente, produtos do dia a dia).
- Requer atenção: as margens costumam ser baixas.
- Varejo: Walmart (WMT), Costco (COST, equivale ao atacadão), P&G.
- Cigarro: Philip Morris (PM) e Altria (MO - Marlboro, Souza Cruz) - o consumo está em queda, mas os clientes são “reféns” da marca.
- Alimentos/bebidas: Mondelez (MDLZ - Bubaloo, Halls, Oreo, Trident, Tang), Coca-Cola (KO), PepsiCo (PEP).
- Higiene: Colgate-Palmolive (CL - Ajax etc.).
- Monster (MNST): sem dívidas, crescente.
Setor financeiro
- Berkshire Hathaway, J.P. Morgan.
- Visa, Mastercard, American Express (pouco aceito no mundo, mas forte nos EUA).
- No Brasil, o setor financeiro é mais estável (quase monopólio).
Energia (elétrica, petróleo etc.)
- Petróleo tem correlação direta com a inflação mundial → funciona como hedge natural:
- Correlação positiva com a inflação das commodities.
- Protege parte do portfólio em choques de oferta.
- 80%–90% da energia ainda vem do petróleo.
- Forte geração de caixa e dividendos.
- Idealmente é preciso entender macroeconomia, setor, empresa e tese - aqui vamos focar na empresa.
Fatores a acompanhar:
- Petróleo Brent (preço de referência).
- Decisões da OPEP (Organização dos Países Exportadores de Petróleo).
- Tensões geopolíticas.
- Estoques globais.
Indicadores (setor de petróleo):
- P/L: em setores cíclicos o lucro pode inflar e reduzir o P/L artificialmente → analisar se o lucro é estável ou pontual (comparar com a manchete do petróleo é furada).
- P/VP: o setor exige muitos ativos reais → o valor dos ativos da empresa pesa mais.
- EV/EBITDA (valor total sobre geração de caixa): ideal < ~6,4×.
- ROIC (pode vir inflado).
- Margem EBITDA (mostra quando a empresa fica deficitária).
- Margem líquida.
- Earnings Yield (lucro/preço) ~8,6% → comparar com o Treasury americano de 30 anos.
Tipos de empresa (do mais seguro ao mais arriscado):
- Integradas (XOM, SHEL, TTE): refino + distribuição - diluem a margem, mas trazem estabilidade e diversificação.
- Midstream (dutos e infraestrutura, menos exposta ao preço): margem de 35% a 50%.
- E&P puro (COP, CNQ, EOG): extração, margens altíssimas (40% a 55%), totalmente ligada ao preço do Brent.
Segurança: Integradas > Midstream > E&P puro.
Custos a verificar: Lifting Cost (custo de extração) + royalties e impostos + logística + refino e manutenção.
- Historicamente, o barril gira em torno de US$ 100.
ETFs:
- XLE (setor de petróleo).
- USO, USL (seguem o preço do barril - não tão recomendados).
Referências:
Tecnologia
- Setor recente, sem garantias.
- Sempre teve histórias de estagnação que acabaram superadas.
- Empresas podem desaparecer do dia para a noite.
- No longo prazo, foque mais em setores do que em empresas.
- Empresas só de aplicativo (ML, Uber, iFood) têm segurança ainda menor.
- Google, Oracle, IBM e Microsoft se posicionam como empresas de ferramentas, não de tecnologia-fim.
- Em todo case, sempre há alguma empresa de tech ganhando dinheiro por trás (restaurantes, lojas, carros etc.).
O que analisar:
- Motor de produtividade: o que ela faz (software, nuvem, IA).
- Crescimento estrutural e digitalização de novos setores.
- Lógica de nuvem, IA e custos.
- Peso e concentração de mercado (boa parte já está no S&P 500).
- Efeito de rede: winner takes most (costuma existir só uma empresa ganhadora por setor).
Modelos de tech:
- Semicondutores: as “pás e picaretas” do mercado.
- Software em nuvem: assinatura e alta previsibilidade (Microsoft, Oracle, Salesforce).
- Plataformas de anúncio (Google, Meta).
- Hardware e ecossistema: modelos fechados que fidelizam o usuário (Apple).
- E-commerce e nuvem (Amazon, Mercado Livre).
- Mobilidade: Tesla.
CAPEX:
- CAPEX (Capital Expenditure / despesa de capital) = investimentos em bens de longo prazo (máquinas, imóveis, equipamentos).
- Altos investimentos em CAPEX sem promessas - o que importa é a garantia de geração de caixa futuro.
- Quem ganha com o CAPEX alheio: Nvidia (muito valorizada; chega a financiar os players para comprarem seus produtos).
Indicadores:
- P/L (caso extremo: Tesla).
- P/VP (média 14,7x; Apple em ~42x).
- EV/EBITDA (Enterprise Value / EBITDA).
- ROIC ~24,6%; ROE ~47,7%; ROA ~17,4%.
- Margem EBITDA ~38,1%; margem líquida ~26%.
Métricas específicas de tecnologia:
- Regra dos 40: crescimento (%) + margem (%) > 40.
- ARR (Receita Recorrente Anual): quanto da receita vem de assinaturas (mais previsível).
- Margem bruta (70% a 90%).
- SBC (Stock-Based Compensation): pagar funcionários com ações dilui o acionista → deve ser descontado para achar o fluxo de caixa real.
Checklist:
As 10 large caps de tecnologia (TTM):
| Empresa |
P/L |
P/VP |
EV/EBITDA |
ROE |
ROIC |
ROA |
M. EBITDA |
M. Líq |
D. Yield |
E. Yield |
| Nvidia (NVDA) |
36,2x |
22,0x |
30,5x |
75% |
60% |
45% |
65% |
55% |
0,0% |
2,8% |
| Microsoft (MSFT) |
23,3x |
9,5x |
18,0x |
35% |
25% |
18% |
48% |
36% |
0,9% |
4,3% |
| Apple (AAPL) |
32,4x |
42,5x |
22,0x |
178% |
45% |
28% |
33% |
27% |
0,4% |
3,1% |
| Amazon (AMZN) |
29,2x |
7,5x |
16,0x |
18% |
12% |
8% |
16% |
8% |
0,0% |
3,4% |
| Meta (META) |
17,5x |
6,5x |
12,0x |
32% |
22% |
18% |
45% |
32% |
0,4% |
5,7% |
| Alphabet (GOOGL) |
27,1x |
8,6x |
15,0x |
36% |
32% |
25% |
35% |
26% |
0,4% |
3,7% |
| Tesla (TSLA) |
335,0x |
16,5x |
112,9x |
5% |
8% |
6% |
12% |
4% |
0,0% |
0,3% |
| Salesforce (CRM) |
30,0x |
4,5x |
18,0x |
12% |
9% |
6% |
30% |
15% |
0,3% |
3,3% |
| Oracle (ORCL) |
25,7x |
N/A |
16,0x |
N/A |
15% |
8% |
42% |
22% |
1,2% |
3,9% |
| Média do Grupo |
61,8x |
14,7x |
29,5x |
47,7% |
24,6% |
17,4% |
38,1% |
26,0% |
0,5% |
3,2% |
Renda Fixa EUA
- Conservadorismo absoluto → em rentabilidade, o BR costuma pagar mais.
- Faz sentido para quem tem muito dinheiro ou precisa de uma proteção maior.
- Ao comprar um bond, você vira credor: empresta capital ao emissor em troca de juros periódicos e do principal no vencimento.
- Semelhante às debêntures BR.
- Emitidos por empresas, governos, bancos e instituições financeiras do mundo todo.
- Para quem: renda passiva em dólar, diversificação, proteção parcial em crises, preservação patrimonial.
- É a maior e mais líquida classe de ativos.
Conceitos:
- Cupom: os juros pagos pelo bond.
- Yield: retorno real calculado sobre o preço atual de mercado (similar à marcação a mercado).
- Maturity: prazo até o vencimento - quanto mais longo, mais risco.
- Duration: sensibilidade do preço a juros - maior duration = maior volatilidade e sensibilidade às decisões do Federal Reserve.
Treasury como base:
- O Treasury americano é a base de tudo: se os EUA se financiam a 5% a.a., nenhuma empresa consegue captar pagando muito menos (salvo casos como o Japão). Investidores ricos fazem carry trade.
- Dívida atual: 10 anos ~4,38%; 20 anos ~5,08%.
- Spread: diferença entre um bond e um Treasury de mesmo prazo.
- Ex.: se os EUA pagam 4,4%, uma empresa teria que pagar ao menos ~6% para compensar o risco (crédito, liquidez, setorial etc.).
Grau de investimento (estáveis):
- Rating AAA, A, BBB.
- Spreads reduzidos, menor risco de calote, mais estável.
- Ex.: Microsoft (yield ~4,41%).
- Microsoft, Apple e Johnson & Johnson têm spread baixíssimo (0,01–0,1) - são tão grandes que os próprios EUA sofreriam se elas quebrassem.
High Yield:
- Rating BB, B, CCC.
- Spreads maiores, maior volatilidade.
- Ex.: Occidental (spread ~5,21%), Petrobras (vs. Treasury americano), Ford (spread ~1,26%).
Mercados desenvolvidos: investidores institucionais às vezes aceitam spreads negativos para montar defesa geográfica ou diversificar além do Treasury americano.
Spread Latam: Peru +0,85%; Chile +0,89%; BR +1,4%; Colômbia +2,07%.
- Em geral, melhor relação risco-retorno.
- A combinação de duration longa, baixo diferencial de spread, risco de crédito e risco de liquidez torna o título desvantajoso frente ao Treasury americano puro.
Tributação e ETFs:
- Imposto de herança altíssimo acima de US$ 60 mil.
- Recomendação: ETFs UCITS (Irlanda ou Luxemburgo, por eficiência tributária).
- IEF: Treasuries de 7 a 10 anos.
- TLT: Treasuries de 20 anos, duration elevada, alta volatilidade - aposta em queda de juros / hedge macroeconômico.
- LQD: acima do Treasury sem correr risco de high yield, foco em grandes empresas americanas (investment grade).
- HYG: high yield, sensível a ciclos, empresas alavancadas.
- JNK: high yield, ainda mais agressivo.
- EMB: soberanos emergentes (BR, México e Colômbia).
Bonds na carteira (por perfil):
Módulo 7 - Operar a carteira
- Quem aporta no fim do mês na RF costuma pegar mais rentabilidade nos títulos secundários.
- Aportar sempre e lançar no diagrama.
Agenda:
- Diariamente: nada.
- Mensalmente: aportar (preferencialmente nos últimos dias úteis do mês).
- Trimestralmente: ler os resultados das empresas.
- Anualmente: revisar e rebalancear; preparar para o IR.
O que medir:
- Proporção RF × RV.
- Número de classes de ativos em ações (mínimo 7).
- Integridade do cadastro no sistema.
- Fundamentos.
- Proventos recebidos (somar ao aporte do mês).
- Meta da reserva de emergência (ajustada pela inflação).
O que ignorar:
- Cotação.
- Rentabilidade dos outros.
- Notícias/dicas.
- Topos e fundos.
Lemas:
- Controle o que é da sua competência (aporte, estudo, trabalho) e não dependa tanto do incontrolável.
- Mais vale ser livre do que rico.
Como arrumar a bagunça
- Fundos de investimento (taxa de 2% + performance): melhor vender e realizar o prejuízo.
- COE: conversar com a assessoria para vender no mercado secundário (segunda mão).
- Consórcios:
- É possível anular, mas o dinheiro pode ficar preso até o final.
- Costuma exigir advogado para anular.
- Ações ruins:
- Posição < R$ 20 mil e fora do verde/azul do Diagrama: encerrar a posição.
- Acima disso: vender gradualmente (~5% por vez).
- BDRs: manter.
- Ações demais:
- Fazer a limpeza e reinvestir até ~R$ 20 mil/mês.
- Reduzir a carteira para cerca de 10 ativos.
- Caso de herança: dividir o dinheiro em aportes mensais.
Referência:
Planejamento
- Determinar a expectativa de vida e/ou a idade de parar de trabalhar (etapa pesada).
1) Calculadora de juros compostos (https://investidorsardinha.r7.com/calculadoras/calculadora-de-juros-compostos/):
- Preencher: valor inicial, aporte mensal, taxa de juros nominal (em geral ~8%) e período (delta entre a idade atual e a aposentadoria).
- Obter o montante final e usar na próxima etapa.
2) Calculadora de renda (https://investidorsardinha.r7.com/calculadoras/calculadora-de-renda/):
- Reduzir a taxa de juros para ~6%.
- Tempo de retirada = delta entre a aposentadoria e a expectativa de vida.
- Verificar se o montante se mantém.
3) Valor do dinheiro no tempo:
- A utilidade marginal do dinheiro cai pela metade a cada década. Ex.:
- Aos 20 anos, R$ 50 mil é muita coisa (viagens etc.).
- Aos 30 anos, R$ 50 mil é um carro melhorzinho, um hotel melhor.
- Aos 40 anos, R$ 50 mil é um divórcio, cuidados com a saúde etc.
- Zona de acúmulo máximo: indicada para quem tem renda acima de R$ 50 mil; para os demais, limitar o aporte a ~25%–30%.
Minha Carteira
Target / Organização
| Tipo |
Atual |
Alvo |
Diferença |
| Ações internacionais |
13,23% |
17% |
+3,77% |
| Ações nacionais |
20,48% |
25% |
+4,52% |
| Fundos imobiliários |
3,29% |
4% |
+0,71% |
| REITs |
0,00% |
0% |
0,00% |
| Criptomoedas |
3,56% |
4% |
+0,44% |
| Renda fixa |
59,44% |
50% |
-9,44% |
| Renda fixa internacional |
0,00% |
0% |
0,00% |
Estatal × privado (ações nacionais)
Ponto de atenção: empresas estatais compartilham o mesmo risco político (governo), então não são apostas independentes. Percentuais sobre o book de ações nacionais.
| Bloco |
% |
| Estatal BR (governo federal/estadual) |
43,85% |
| Privado BR |
42,85% |
| Estatal estrangeiro (State Grid - China) |
0,87% |
| ETFs + BDRs |
12,43% |
Estatais BR (detalhe):
| Ticker |
Empresa |
Controle |
% |
| BBSE3 |
BB Seguridade |
União (via BB) |
12,40% |
| PETR4 |
Petrobras |
União |
11,53% |
| BBAS3 |
Banco do Brasil |
União |
7,22% |
| SAPR3 |
Sanepar |
Paraná |
5,92% |
| CXSE3 |
Caixa Seguridade |
União (via Caixa) |
2,89% |
| TAEE3 |
Taesa |
Indireto (via Cemig/MG) |
1,98% |
| CMIG3 |
Cemig |
Minas Gerais |
1,91% |
| Total |
|
|
43,85% |
- BBAS3 + BBSE3 (ecossistema BB) e CXSE3 (Caixa) têm controlador correlacionado → tratar como quase a mesma aposta.
- CPFE3 (CPFL, 0,87%): controlada pela State Grid (estatal chinesa) → tem risco político, mas não do governo BR.
Internacional (13.23% -> 17%)
USA (86,25% → alvo 80%)
├── SPHQ (2,39%) - foco em qualidade
├── SCHV (2,87%) - não aportar (favorecer SPHQ)
├── VOO (68,09%) - não aportar (bolha de IA; retomar no futuro, quando SPHQ chegar em 20%)
├── NOBL (3,72%) - não aportar (favorecer SPHQ)
└── Outras empresas (14,41%) - não aportar (favorecer ETF)
Europa (10,91% → alvo 10%)
└── VGK (10,91%)
Ásia / Emergentes (0% → alvo 10%)
└── VWO (0%)
Ações nacionais (20.48% -> 25%)
Financeiro (39,37%)
├── Previdência e Seguros (15,29%)
│ ├── BBSE3 (12,40%)
│ └── CXSE3 (2,89%) - não aportar
│
├── Intermediários Financeiros (11,96%)
│ ├── BBAS3 (7,22%)
│ └── BBDC3 (4,74%) - não aportar
│
├── Serviços Financeiros Diversos (6,13%)
│ └── B3SA3 (6,13%)
│
└── Holdings Financeiras (5,99%)
└── ITSA3 (5,99%)
Utilidade Pública (15,33%)
├── Energia Elétrica (9,41%)
│ ├── Transmissão (1,98%)
│ │ └── TAEE3 (1,98%)
│ ├── Geração (2,22%)
│ │ └── EGIE3 (2,22%)
│ └── Distribuição (5,21%)
│ ├── CPLE3 (2,43%)
│ ├── CPFE3 (0,87%) - não aportar
│ └── CMIG3 (1,91%) - não aportar
│
└── Água e Saneamento (5,92%)
└── SAPR3 (5,92%)
Petróleo, Gás e Biocombustíveis (11,53%)
└── Exploração, Refino e Distribuição (11,53%)
└── PETR4 (11,53%)
Bens Industriais (6,26%)
└── Máquinas e Equipamentos (6,26%)
├── WEGE3 (4,71%)
└── ROMI3 (1,55%) - não aportar
Saúde (6,20%)
├── Serviços Médico-Hospitalares (3,46%)
│ └── RDOR3 (3,46%)
│
├── Comércio e Distribuição de Medicamentos (1,59%)
│ └── RADL3 (1,59%)
│
└── Serviços de Apoio e Diagnóstico (1,15%)
└── FLRY3 (1,15%)
Materiais Básicos (4,95%)
├── Siderurgia (3,55%)
│ └── GOAU4 (3,55%)
│
├── Mineração (0,89%)
│ └── VALE3 (0,89%)
│
└── Madeira e Papel (0,51%)
└── KLBN11 (0,51%)
Consumo Não Cíclico (2,28%)
└── Bebidas (2,28%)
└── ABEV3 (2,28%)
Consumo Cíclico (1,30%)
└── Construção Civil (1,30%)
└── CURY3 (1,30%)
Comunicações (0,37%)
└── Telecomunicações (0,37%)
└── VIVT3 (0,37%)
Fundos (9,47%) - não aportar
└── ETFs (9,47%)
├── AUVP11 (6,19%)
├── SMAL11 (1,39%)
├── BOVA11 (1,02%)
└── XINA11 (0,87%)
BDRs (2,96%) - não aportar
└── Tecnologia da Informação (2,96%)
├── GOGL34 (1,70%)
└── M1TA34 (1,26%)
FIIs (3.29% -> 4%)
Shoppings (51,16% → alvo 50%)
├── Shopping Centers (51,16%)
│ ├── VISC11 (23,25%)
│ ├── PMLL11 (18,90%)
│ └── XPML11 (9,01%)
Logística (28,39% → alvo 50%)
├── Galpões Logísticos (28,39%)
│ ├── KNRI11 (10,96%)
│ ├── BTLG11 (9,41%)
│ ├── XPLG11 (8,56%)
│ └── VILG11 (1,97%)
Renda Urbana / Imóveis Corporativos (9,89%) - não aportar
├── Renda Urbana (1,44%)
│ └── ALZR11 (1,44%)
│
└── Híbrido (Escritórios + Logística) (8,45%)
└── GGRC11 (8,45%)
Papel (8,07%) - não aportar
├── CRIs High Yield (4,99%)
│ ├── CPTS11 (3,24%)
│ └── XPCI11 (1,75%)
│
└── CRIs High Grade / CDI (3,08%)
└── KNCR11 (3,08%)
Renda Fixa (59.44% -> 50%)
IPCA+ (41,63% -> 37,5%)
├── Tesouro IPCA (20,70%) (Força: 9)
└── Bancário IPCA (20,93%) (Força: 7)
Pós-fixado / Selic (27,74% -> 30%)
└── Bancário Selic (27,74%) (Força: 6)
Prefixado (5,20% -> 7,5%)
├── Tesouro Prefixado (5,20%) (Força: 6)
└── Bancário Prefixado (0,00%) (Força: 1)
Previdência (25,44% -> 25%) (Força: 6)
└── VGBL e PGBL (25,44%)